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Adaptação de um novo gato - parte 2

Já faz mais de duas semanas. A pequena gata que chegou, que chamamos agora de Elis, está com uma tosse meio estranha. Não sei o que é. Levamos a gatinha duas vezes ao veterinário depois que isso começou, mas dizem que provavelmente nao é nada grave, já que a bichinha brinca, come e faz suas necessidades de forma normal. Espero que passe logo. Talvez tenha pegado nosso resfriado, se é que isso é possível. Estamos todos resfriados em casa.

Depois de muitos dias com rosnados por parte da mais velha, Yuri, e com a pequena se jogando sobre ela, parece que finalmente se toleram e até podem ser consideradas amigas. Mas Yuri teve que cheirá-la à exaustão, observá-la de longe por muito tempo, aceitar que a outra não iria embora e que viveria com ela. Acho que ela não teve outra opção. Agora brincam de se esconder, de ataques, e de fazer bagunça e destruir a casa juntas.

Elis é uma gatinha cheia de mistérios. Ela é super dócil e nos deixa pegar, tocar, pentear, mas com Yuri é diferente. Ela vai atrás de Yuri, quer chegar antes a todos os lugares, quer brincar primeiro, quer comer primeiro e nao se acanha em fazer isso, mesmo sob a ameaça de levar uns tapas ou rosnados da outra. Agora dorme no lugar preferido de Yuri, brinca com os brinquedos dela e bebe sua água. E Yuri poe aquela cara de que não está acreditando. Mas não tenta fazer nada. Tenho a impressão de que ela sabe que a outra é só um bebê e que crescendo vai aprender a se comportar melhor.

Yuri é toda sigilosa, parece uma pantera, anda com toda cautela, observa muito e quando tem alguma dúvida sai correndo para se esconder. É muito rápida, elegante, sentimental, sensível, se irrita facilmente, reclama de tudo, passional, amorosa, companheira, controla muito o que come e tem todos os esquemas para ir seqüestrar a bolsa das bolachinhas e comidinhas preferidas.

Elis ainda é criança, de maneira que não sei como será sua personalidade e se continuará sendo como é agora. É dócil, olha tudo com muito interesse, come de tudo sem muitas restriçoes mas ainda nao consegue comer nada que seja maior que um quadradinho de raçao, ronrona facilmente, é impetuosa mas meio sem noção. Não tem muito critério para saber o que é perigoso e vê Yuri como um ídolo.

Não me canso de observar como as gatas estão interagindo. Quando saio de casa deixo ainda cada uma em uma parte da casa, para evitar qualquer briga que ocorra sem minha presença. Mas quando estou em casa elas ficam juntas pela casa, correndo.

Adaptação de um novo gato

Faz 5 dias.
novo membro: Gatinha de dois meses e meio (1kg), de pêlo longo e caráter afável.
antigos membros: Duas pessoas e uma gata de um ano e meio de pêlo curto, pequena (menos de 3 kg), sensível, passional, irritada, destruidora.

A gatinha nova está isolada em um quarto, mas pode ver pela porta de vidro o que ocorre no resto da casa. A gata mais velha pode ver também pela porta o que a gatinha nova está fazendo. Cada uma está com sua bandeja sanitária, seu prato de água e ração. Cada uma tem seus brinquedos e seus momentos para brincar.

É outono, quase sem sol, chuvoso e frio.

Ontem tentamos a aproximação. A mais velha rosna toda vez que vê a pequena. A pequena olha pelo vidro e só pensa em sair dali. Abrimos a porta e a mais velha vai detrás da pequena para rosnar, mas não tenta atacá-la (pelo menos até o momento).

Temos que vigiar para que não ocorra nenhuma briga e por isso a aproximação é feita aos poucos porque é um momento estressante para todos. A gata antiga estava muito assustada e ciumenta, mas já vai se acalmando.

Agora depois de dar uns rosnados na cara da outra já se sente novamente a dona da casa e voltou mais ou menos a sua rotina de sempre. Se senta comigo, faz suas necessidades numa boa, come tudo, etc. A outra quer sair para ver o resto da casa e mia para ver se consegue nos convencer. Voltamos do veterinário faz 2 dias e o comprimido que lhe deram, antiparasita fez efeito, porque havia mais de um verme (nao ia contar quantos) em suas deposições.

Já passamos o antipulgas nas duas gatas, para garantir e cortamos as unhas da mais velha para que não aconteça nada grave se chegam a brigar.

Gatinha nova na parada

O que será que vai acontecer? Ainda estou esperando para ver os próximos capítulos. Ontem trouxe outro gato a casa. Uma gatinha bebê de uns dois meses e meio. A dona da loja onde a gente a comprou nos disse que era uma fêmea. Temos que levar a bebê ao veterinário para confirmar e dar todas as vacinas etc, etc. Por enquanto tá lá em casa escondida num canto de um quarto, toda assustada, ameaçando a gente quando a gente chega perto. É uma persa mestiça. Tem o pêlo longo, cinza escuro, uma bolinha de pêlo. A minha outra gata está super ansiosa e assustada. Ela já tem um ano e meio mas foi lá trocar uns rosnados com a outra e ficou impressionada. Eu também fiquei meio impressionada, porque vi como uma bichinha tão pequena rosnava para a outra maior. Vamos ficar no suspense alguns dias. Deixar passar o estresse e ver se a gatinha nova se adapta bem e se a gata mais velha consegue aceitar a idéia de ter companhia. No momento estão separadas por uma porta de vidro. Uma fica de um lado e outra do outro. Com suas caixas de areia e suas comidas. Provavelmente brigarão alguma vez, mas espero que isso nao aconteça tão cedo.

Gata Ninja

Yuri (para quem não sabe, uma gatinha sem raça oficial que vive comigo), aprontou hoje mais uma vez. Acordei e percebi que havia umas bolachinhas de chocolate no chão da sala. Depois vi que a bichinha havia mordido o envase de plástico das bolachinhas por toda a sua extensão e que havia conseguido “liberar” as bolachinhas do envase. Mas um detalhe: ela não gosta de bolachinhas de chocolate!

Imagino a cena: no meio da madrugada, ao perceber que estavam todos dormindo, avistou o pacote de bolachinhas caseiras, tocou com a pata, mordeu o plástico, mordeu outra e outra vez. Mordeu mil vezes, tirou tudo do envase, provavelmente deu uma cheirada e emitiu seu veredicto: uma exclamação de reprovação de gata gourmet, e depois de tocá-las, abandonou as pobres bolachinhas no chão frio da sala. Talvez haja aproveitado e dado uma lambida, talvez só cheirado. Quem sabe? Depois que as encontrei jogadas, fiquei com pena e as comi. E daí?

Lá pelas 6 da manha, acordei com um ruído de folhas sendo mastigadas. Ela estava destruindo a planta do quarto! Não sei o que é mais incômodo: perceber que ela está destruindo mais uma planta da casa ou escutar o ruído de que ela está mastigando uma planta que eu nem sei se pode ser venenosa. O fato é que eu tenho que me levantar e afugentá-la, impedindo que continue a destruir a pobre planta. O problema é que tenho que me levantar umas três ou quatro vezes para afugentá-la e no final as contas isso acaba com o meu sono. Não sei se ela está precisando de um tufo de grama para mastigar. Acho que tenho que comprar algo assim urgentemente.