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Para o gato utilizar o poste de arranhar

Não basta simplesmente comprar um poste de arranhar, apresentá-lo ao gato e esperar que ele o use sem arranhar os outros móveis. Usar o poste também não garante que o gato não vá arranhar as unhas em outros lugares. Ou de antemão tiramos do alcance do gato as coisas que a gente não quer que ele arranhe (que vai ser muito difícil, a não ser que a gente viva num lugar quase vazio), ou temos que ter paciência para afugentar o gato dos lugares que a gente não quer que ele arranhe. Se o gato usa o poste regularmente, provavelmente vai deixar de arranhar tanto outros móveis e tapetes.

Minhas gatas por exemplo não têm o costume de arranhar o sofá simplesmente porque o sofá está feito de um tecido pouco interessante para ser arranhado. É de um tecido mais liso, então acho que não tem muita graça arranhar.No entanto, elas gostam de arranhar o tapete, que geralmente está fabricado com um tecido de textura mais rugosa. E cada vez que tentam arranhar o tapete já tento afugentá-las, para que saibam que nao é uma atitude aceitada, e assim, como não podem arranhar sossegadamente, já tentam arranhar o tapete com menos freqüência.

Mas voltando ao assunto do poste de arranhar, é importante escolher um poste que se sustente bem, sem se mover muito, pensando nos movimentos e pressão que o gato vai exercer no poste. Um poste que cai ao ser arranhado obviamente só vai assustar o gato. É melhor que o poste seja grande, alto, para que o gato esticado na vertical possa arranhar o poste com gosto. :o)

Temos dois postes de arranhar em casa. Um é pequeno, com uma corda no topo que tem uma bola colada. Antes Elis gostava de brincar com a bola e se grudar no poste. Mas depois que viu o outro poste, que é mais grande e se pode sentar na base e no topo, já não lhe interessa o pequeno.

Mas como fazer o gato usar o poste de arranhar? Na minha opinião, são importantes 3 fatores: o tamanho do poste, a localização (onde vai estar situado na casa), e a regularidade com que colocamos o gato perto do poste para que o ato de arranhar o poste seja um hábito.

O poste não pode ficar esquecido e escondido num canto da casa para que o gato resolva ir lá arranhá-lo. Precisa estar de preferência na parte mais importante da casa. Na sala, por exemplo, num lugar por onde o gato costuma passar com freqüência. Assim, ele dá uma passeada pela casa e encontra o poste a toda hora e vai lá arranhar.

Além disso, é bom apresentar o poste ao gato brincando com o gato perto do poste, fazendo com que o gato deixe seu cheiro ali, que veja que a gente acha legal que ele vá estar ali com o poste.

E todas as manhas, pelo menos por uns 15 dias ou um mês, levar o gato ao poste, para que arranhe. Se ele não tiver interesse em arranhar o poste, colocar as patinhas do gato no poste para que possa tocá-lo, e assim sinta vontade de arranhá-lo. Com as minhas gatas funcionam. Quando o gato estiver arranhando outra móvel, pegá-lo e levá-lo ao poste e encostar as patinhas no poste.

É preciso ter paciência. No meu caso, elas têm o costume de brincar perto do poste e assim aproveitam para arranhá-lo. Algumas vezes ainda tentam arranhar o tapete, mas pouco.

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Tentativa - evitar que os gatos ataquem os vasos de plantas - Parte 2

Uma forma de fazer com que o gato pense duas vezes antes de tocar uma coisa que a gente não quer é dar um susto nele. Ou borrifando água (atenção: borrifar, não JOGAR água. É para assustá-lo, não molhá-lo) na direção do gato quando atua de uma maneira que a gente não quer, ou dizendo um NÃO tachante (demonstrando que a gente não vai ceder), ou usando um ambientador em spray perto dele (o gato se surpreende com o ruído), ou fazendo um ruído abrupto como bater palmas ou bater com o chinelo no chão perto do gato. NUNCA castigar fisicamente um animal. O animal entende palavras duras ou ruídos como algo desagradável.

É necessário fazer o animal entender que o NÃO se relaciona com “não fazer” tal coisa. E para fazê-lo entender isso, o NÃO precisa vir logo depois ou no mesmo instante do ato do gato.

Por exemplo: se o gato ataca um vaso de planta, logo que a gente perceber isso, temos que reagir para parar tal ato, ou indo perto dele e dizendo NÃO, ou batendo com o chinelo no chão perto dele, ou usando o spray perto dele, etc.

Os gatos sao teimosos e ao receber um NÃO vao fugir, mas vão voltar e tentar repetir o ato. Isso vai acontecer inúmeras vezes. Até que ele vai perceber que toda vez que ataca a planta vai ser repreendido e vai evitar gradualmente atacar o vaso de planta. Obviamente que por seu instinto caçador e por sua curiosidade pode voltar a tocar o vaso, mas o importante é não desanimar e ter paciência para repreendê-lo e evitar que a planta morra de vez. Parece uma inutilidade? Pode ser. Mas em casa, tenho gatos e plantas. As plantas estão meio…digamos, maltratadas, mas resistem.

O ideal seria encontrar uma forma de repreender o gato sem que ele perceba que a repreensão vem de você, porque então ele evitaria realizar o ato desagradável mesmo sem a sua presença.

Yuri e Elis entendem perfeitamente um NÃO. Mas no final das contas depende da vontade delas aceitar ou não o NÃO. Algumas vezes digo apenas uma vez e elas desistem. Em outras ocasiões tentam demonstrar toda a teimosia.

Tentativa - evitar que os gatos ataquem os vasos de plantas

Os gatos adoram plantas. Querem mastigar as folhas, fazer buracos na terra. Podem até urinar e defecar na terra. É instintivo. Mas como evitar isso? Confesso que em casa as gatas já mataram algumas plantas e outras estão agonizando. Mas tem uma que ainda vive.

O ideal seria não ter nenhuma planta em casa. Mas deixar de ter plantas? Acho que no meu caso prefiro ter paciência e tomar algumas providências para impedir que as gatas matem as plantas que não ter nenhuma planta.

Obviamente, para começar, é preciso se certificar de que as plantas que a gente quer conservar não são tóxicas caso o gato tente mastigar suas folhas.

Existem algumas coisas que a gente pode tentar fazer, das mais óbvias às menos evidentes:

  • colocar os vasos em lugares inacessíveis ou lugares altos em que os gatos estejam pouco tempo. Por exemplo, na minha casa, a planta que fica sobre a geladeira nunca é atacada, primeiro porque normalmente fechamos a porta da cozinha (principalmente de noite) e segundo porque não é dos lugares preferidos das minhas gatas (não tem espaço para elas ficarem por lá, sem contar que elas preferem estar no sofá ou debaixo da cama).
  • tampar a boca do vaso com papel alumínio (a planta deve ser resistente, e não necessitar muita água, porque do contrário…haja saco para colocar e tirar o papel alumínio repetidas vezes). De noite o papel pode brilhar e fazer com que seja irresistível para o gato tocar, mas o ruído vai nos fazer saber que o gato está por lá tocando o vaso e nós vamos acordar no meio da madrugada com disposição para afugentar o gato (depois de repetir isso, mesmo que o gato seja teimoso, nao vai aguentar ficar atacando o vaso a toda hora).
  • borrifar pimenta do reino ou pimenta vermelha nas bordas do vaso (no meu caso, não funciona).
  • colocar naftalina no vaso. Os gatos não gostam do cheiro da naftalina. Mas pode ser perigoso, porque é tóxico para o gato e pode não ser nada bom para a planta. A gente pode colocar a naftalina em bolsinhas de pano, mas é preciso ter cuidado, já que os gatos gostam de brincar com as bolsinhas.
  • colocar cascas de limão e laranja ou borrifar vinagre. Os gatos evitam o cheiro, mas pode não ser efetivo. A Yuri por exemplo, quando vai atacar um vaso, o primeiro que faz é pegar as cascas e jogar longe. Assim pode trabalhar de forma mais cômoda.

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Yuri e Elis - Amizade consolidada

Yuri chegou faz mais ou menos 1 ano e 8 meses. Veio com pouco mais de 1 mês de vida e do campo, de forma que não deve ter interagido com outros gatos de forma suficiente para ter um comportamento mais sociável. Dizem que ela é a cara da mãe (que infelizmente não conheci). A Yuri veio com algumas pulgas, mas nada mais. Quando ela chegou acho que ainda tomava leite, porque não era capaz de comer ração. Acho que por haver chegado tão pequena, ela adquiriu todas as frescuras próprias de uma daminha mimada. Mas ao mesmo tempo guarda o temperamento selvagem, a paixão pelo vento, pelo cheiro de um ambiente aberto, a agilidade própria de um lince.

Já a Elis veio comprada de uma petshop, com mais ou menos 2 meses e meio. Ela tem uns 4 meses agora. Na petshop ela estava acompanhada de outros 3 gatos e era a preferida das crianças que passavam por lá para ver os animais. Ela tem cara de persa, mas não tem pedigri. Chegou com vários brindes: uma tosse muito estranha, pulgas, vermes, feridas. Agora está curada e contente. É uma bolinha de pêlo. Chegou a casa assustada, rosnando pra tudo e todos. Hilário lembrar agora…uma bolinha de pêlo rosnando. Mas agora que passou o susto a gente pode perceber como é carinhosa e companheira e ao mesmo tempo bastante egoísta, porque quer fazer tudo antes que a Yuri, como comer, brincar, receber carinhos, tudo.

Achei que poderia não dar certo isso de ter dois gatos, mas agora aprendi como é essa coisa de introduzir outro gato na casa. É um processo lento, mas vale a pena, porque depois podemos ver a harmonia no ambiente e a amizade entre os gatos. E além de tudo muita diversão, emoção e alegria na casa, porque em dupla aprontam muito mais e não temos tempo para ficarmos entediados. Hoje as duas brincam, comem e dormem juntas.

A adaptação é lenta porque os dois animais necessitam se acostumar ao cheiro do outro e perceber que não são uma ameaça mútua. Por isso necessitam estar separados no início e gradualmente ser apresentados.

No caso das duas gatas uma coisa que me preocupava muito era que a maior atacasse a menor e esta não pudesse se defender. Mas nao ocorreu nenhum ataque, só um estranhamento que durou mais de 15 dias. E obviamente, esse processo de colocar as duas gatas juntas num mesmo lugar precisou ser feito com cautela, ainda mais quando a personalidade dos animais é totalmente diferente.

Elis é toda atirada. Também é mais jovem e por isso acha que tudo é brincadeira. Yuri é toda séria e cautelosa.

Elis enfia a cara na cara de Yuri. Elis quer brincar de morder e de atacar. Yuri fica surpresa com essas ações incautas e normalmente dá um tapa na cabeça de Elis para que esta se acalme.

Antes tudo me preocupava. Os rosnados, os tapas mútuos, as mordidas. Mas geralmente é tudo normal. E brincam de se morder, de ataques surpresa, de ataques em dupla, etc. Características de uma amizade consolidada.

Sobre gatos e mais gatos

Os gatos são incríveis. Antes de ter gatos e conviver com eles, eu nao tinha a mínima idéia de como eram. Pensei que teriam um comportamento parecido com o dos cães, e acabei surpreendida por toda a complexidade dos felinos. Não é possível comparar caes e gatos. São animais cheios de apaixonantes diferenças.
Quanto ao caráter, vejo a minha Yuri e não posso deixar de me surpreender diariamente. As caras e bocas (que acompanham seu estado de ânimo), os gestos (sim, gestos!) elegantes, sua tentativa de fingir que nada a afeta mas que na realidade TUDO a afeta. Sua cara de horror ao ver que não limpei a sua areia, sua cara de nojo se a água não é fresca, sua cara de alegria total com miados de “viva!” quando vou buscar seus petiscos, como se entretém brincando com qualquer coisa, dando saltos acrobáticos, sendo capaz de se pendurar em qualquer lugar, inclusive em mim. Seu desejo secreto frustrado é ser uma verdadeira caçadora. Mas caçadora de tudo que se mova. Mosca, passarinho, rato, corvo, tudo. Mas não é capaz de tocar nem uma aranhinha que achou no meio do caminho. É ciumenta e muito apegada a mim, mas nao quer admitir.

Os cachorros são: amigos, companheiros, agradecidos, carentes, qualquer carícia serve, comem de tudo, ficam contentes de ver uma coleira para poderem passear, etc. etc.

Os gatos são: mal-agradecidos, reclamam de tudo, são egocêntricos, gourmets, pensam que vivem num hotel, que nosso serviço não é nunca satisfatório, uma carícia mal feita se paga com uma mordida, uma coleira é caso de histeria traumática total fazendo o bichano realmente desmaiar. Banhar um gato é uma guerra e é preciso estar preparado para se molhar totalmente e levar uns arranhoes de brinde. Cortar as unhas também. Escová-lo pode ser um ato aceitável, se nao tardar mais de 2 minutos. E apesar dessa personalidade excêntrica, quem convive com gatos sabe como somos escravizados e que essa é também uma das características que nos faz admirá-los. Antes de tudo, autênticos.