Não é nenhuma notícia nova, mas eu descobri há pouco e não custa nada divulgar. Como quem tem interesse no assunto sabe, o Wii tem controles sem fios e apesar das facilidades decorrentes disso também ocasionam um pequeno problema: Os controles usam pilhas AA. Duas pilhas para cada controle. E como tenho dois controles gasto 4 pilhas, que em dinheiro e em poluição podem ser significativos. Casualmente descobri pesquisando na internet que esses controles aceitam as pilhas recarregáveis NiMH, essas em formato AA que também se usam em câmeras digitais.
O preço dessas pilhas recarregáveis, não podemos negar, também é salgado, sem contar que é preciso comprar também o recarregador. Mas a longo prazo pode valer a pena e creio que polui menos que o correspondente a um pacote gigantesco de pilhas alcalinas usadas. Mas atenção, já que existem diferentes tipos de pilhas recarregáveis, como oNiCd. Dizem que este ultimo tipo não é recomendado para ser usado com o Wii.
Além disso, para render mais, o melhor é comprar as pilhas NiMH com uma amperagem alta. Quanto maior a amperagem maior a durabilidade das pilhas. Mas ao mesmo tempo, quanto maior a amperagem, maior o preço também. Ao comprar recarregadores de pilhas, recomendo aqueles que vêm com LED (a luzinha) que indica quando a pilha está carregada, e o ideal é que no recarregador informem que suporta a amperagem indicada nas pilhas.
Além disso, há recarregadores que servem para recarregar pilhas do tipo AA, AAA (mais pequenas) e as de 9V, tudo em um. Aliás, esse é outro detalhe: Eu não sabia que havia pilhas recarregáveis no tamanho AAA. Agora uso no meu aparelho de MP3, depois de gastar uma montanha de pilhas AAA normais. Ou seja, há vários aparelhos que funcionam com pilhas recarregáveis e eu não estava sabendo! A idéia é pesquisar para ver se os nossos aparelhos suportam essas pilhas.
Arquivo do julho, 2008
Cozinho. Descasco e corto verduras e legumes. Se sobram talos, folhas, toquinhos, chamo as gatas para que elas possam cheirar, morder, tocar estes restos, frescos e cheios de odores e texturas diferentes. Os gatos são animais muito curiosos. Investigam tudo. Se há um ruído, se vêem algo fora do lugar já vão dar uma olhada. A falta de estímulos os deixa entediados, ficam ali deitados, inativos. E estar trancado em casa, sempre vendo as mesmas coisas, com as mesmas pessoas, os mesmos ruídos, não é muito estimulante. Venho com as sacolas da compra, e as gatas investigam que há de novo, cheiros diferentes. Passeio por algum lugar e trago notícias do mundo nas solas dos meus sapatos. As gatas sonham com caçar os pássaros que vêem pela janela. Se preparam diariamente para esse momento em que serão capazes de caçar e contribuir para abastecer a casa. Se algum dia trouxerem um ratinho ou passarinho tentarei me segurar para não sair correndo. Dizem que é uma demonstração de apreço, um presente. Lambem o pêlo para deixá-lo limpo e brilhante, correm por toda a casa, saltam, brincam, são gulosos mas comem e bebem sem excessos, descansam na penumbra mas nenhum movimento é ignorado. Figuras estilizadas, aproveitando ao máximo os recursos disponíveis, adoram se deitar ao sol ou dormir horas de preferência sobre tecidos suaves, que não esquentem em excesso. Especialíssimos.
Posso ver da janela o pátio de uma escola. É a hora do recreio e vejo as crianças e adolescentes movendo-se por todos os lados, conversando ou correndo pelo pátio, frenéticos, lanchando, brincando. E ali, o que me chama mais atenção é um garoto alto, imóvel, em pé, sozinho, apoiado em uma parede, observando os outros. Está ali todos os dias da mesma forma. Franja que cai sob seus olhos, ele não se move. Vejo de longe. O garoto ali parado com os braços cruzados, em um canto, em meio ao caos da hora do recreio. Todos gritando, rindo, brincando. O garoto sem expressão. É como uma sombra. Ninguém presta atenção. Posso reconhecê-lo em alguns momentos do meu passado. Algumas vezes aparece alguém assim. É provável que todos o reconheçamos ou que ainda sejamos o próprio garoto, em algum instante, em algum momento atual ou passado, na nossa memória.


