Fomos a todos os lugares andando, já que nos hospedamos num hotel no centro da cidade. Pudemos ver muita coisa em dois dias e meio. Caminhando se chega a todos os pontos turísticos.
No entanto, é preciso ter muita disposição e controlar bem o tempo. Uma boa idéia é alugar uma bicicleta, mas é preciso ter cuidado com a sinalização e o trânsito.
Pontos turísticos que visitamos:
- Van Gogh Museum - Parada obrigatória para quem gosta de Van Gogh. Filas enormes se formam desde cedo. Verificam todas as pessoas com detectores de metais e não se pode entrar com certos objetos. Briga para ver os quadros. Muita gente mesmo, quase não dá para respirar de tanta gente. Mas vale muito a pena, ver os quadros com o guia de áudio acionado (isso depois driblar uma massa de gente que se põe diante de cada quadro). É caro entrar e ainda alugar o guia de áudio, mas para quem tem paciência e gosta de saber a história dos quadros principais é essencial alugar o guia. O museu tem 4 ou 5 andares. Ver tudo te deixa meio embriagado.
- Casa de Anne Frank - É preciso chegar cedo a este museu também. Umas filas enormes se formam rapidamente pela manhã. É a casa onde Anne Frank se refugiou com sua familia e escreveu o famoso diário, antes de serem descobertos e levados a um campo de concentração. É possível visitar toda a casa, o esconderijo e ver alguns objetos pessoais e fotos da família. Mas é bastante melancólico ver fotos da mesma rua daquela época (em que aparecem os judeus capturados sendo levados) e compará-las com a vista da janela do museu.
- Distrito Vermelho - um conjunto de ruas interessantes para se visitar tanto de noite como de dia. Há muitos turistas. Mas não convém fazer fotos no local. Nas ruas paralelas está a Chinatown de Amsterdam, onde se pode visitar o templo budista, lojas de acupuntura, massagem e mercado com produtos e alimentos asiáticos.
- Museu da tortura - Vale a pena visitar para quem gosta da combinação História + filme de terror. Muitos instrumentos de tortura com explicações detalhadas.
- Ruas comerciais do centro - O legal em Amsterdam é a diversidade de lojas, com decoração de todos os tipos, vitrines coloridas, antigas ou modernas. As vitrines e ambiente de coffeeshops, cafeterias, bares e restaurantes também é muito variada. Há várias lojas de artigos de design para casa e bugigangas divertidas. O mercado das pulgas de Waterlooplein, com barraquinhas nas ruas também vale a pena visitar. Vendem de tudo, desde coisas usadas da segunda guerra mundial, máscaras de gás, botas e artigos militares, camisetas de bandas de rock, livros e Cds antigos, pirulito de cannabis, bijuterias, etc. etc. Mercadillos para cacharrear - El País
- Exposição The Bodies - A controversa exposição dos corpos “plastificados”. Não estava nos planos porque não sabíamos que esta exposição estava por lá, mas resolvemos visitar. A entrada caríssima e proibitiva nos fazia pensar que o lugar ia estar vazio. Que engano, estava MUITO cheio. Claustrofóbico. Quase tínhamos que lutar para ver qualquer coisa. Tinha gente que quase tocava os corpos. Apontava, gesticulava. Havia uns pedacinhos caídos. No meio de tanto tumulto, vibrações, alguém que mete a mão, claro que as “obras” vão se desgastando. É impressionante sim. De gosto duvidoso também. Uns corpos em poses desportistas, “couro” humano, um corpo ciborgue, corpos seccionados, sistema circulatório, digestivo, excretor, etc. A parte mais surpreendente é a dos fetos. Não se sabe realmente de onde vêm os corpos. Há várias teorias. O expositor diz que são de doadores que consentiram. Melhor não saber? Apesar de ter matado a curiosidade, saí dali sentindo mais do que nunca que não somos nada e que no final das contas se uma pessoa é atropelada pelo destino terminando com a vida desgraçada e morrendo como um zé ninguém pode acabar numa exposição como essa ou em situação pior, sem ter como escolher. Links: Body Worlds - Wikipedia, BODIES…The Exhibition - Wikipedia, Bodyworlds, Stop Body Worlds.
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As mil faces da situação
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