Arquivo do dezembro, 2006 Página 2 de 2



Adaptação de um novo gato - parte 2

Já faz mais de duas semanas. A pequena gata que chegou, que chamamos agora de Elis, está com uma tosse meio estranha. Não sei o que é. Levamos a gatinha duas vezes ao veterinário depois que isso começou, mas dizem que provavelmente nao é nada grave, já que a bichinha brinca, come e faz suas necessidades de forma normal. Espero que passe logo. Talvez tenha pegado nosso resfriado, se é que isso é possível. Estamos todos resfriados em casa.

Depois de muitos dias com rosnados por parte da mais velha, Yuri, e com a pequena se jogando sobre ela, parece que finalmente se toleram e até podem ser consideradas amigas. Mas Yuri teve que cheirá-la à exaustão, observá-la de longe por muito tempo, aceitar que a outra não iria embora e que viveria com ela. Acho que ela não teve outra opção. Agora brincam de se esconder, de ataques, e de fazer bagunça e destruir a casa juntas.

Elis é uma gatinha cheia de mistérios. Ela é super dócil e nos deixa pegar, tocar, pentear, mas com Yuri é diferente. Ela vai atrás de Yuri, quer chegar antes a todos os lugares, quer brincar primeiro, quer comer primeiro e nao se acanha em fazer isso, mesmo sob a ameaça de levar uns tapas ou rosnados da outra. Agora dorme no lugar preferido de Yuri, brinca com os brinquedos dela e bebe sua água. E Yuri poe aquela cara de que não está acreditando. Mas não tenta fazer nada. Tenho a impressão de que ela sabe que a outra é só um bebê e que crescendo vai aprender a se comportar melhor.

Yuri é toda sigilosa, parece uma pantera, anda com toda cautela, observa muito e quando tem alguma dúvida sai correndo para se esconder. É muito rápida, elegante, sentimental, sensível, se irrita facilmente, reclama de tudo, passional, amorosa, companheira, controla muito o que come e tem todos os esquemas para ir seqüestrar a bolsa das bolachinhas e comidinhas preferidas.

Elis ainda é criança, de maneira que não sei como será sua personalidade e se continuará sendo como é agora. É dócil, olha tudo com muito interesse, come de tudo sem muitas restriçoes mas ainda nao consegue comer nada que seja maior que um quadradinho de raçao, ronrona facilmente, é impetuosa mas meio sem noção. Não tem muito critério para saber o que é perigoso e vê Yuri como um ídolo.

Não me canso de observar como as gatas estão interagindo. Quando saio de casa deixo ainda cada uma em uma parte da casa, para evitar qualquer briga que ocorra sem minha presença. Mas quando estou em casa elas ficam juntas pela casa, correndo.

E-mails e seus efeitos colaterais - odeio mas admiro!

Dizem que para os spammers rende enviar nao sei quantos milhares de emails que a maioria da gente acha inútil porque alguém sempre morde a isca. A verdade é que no fundo fico admirada.

Dá pra ver como os caras se esforçam para nos enviar tanto lixo, que se acumula sem dó na nossa caixa de entrada. Trabalham domingo, feriados, de madrugada. Os caras conseguem ser realmente eficientes, impertinentes, têm todas as artimanhas para burlar programas antispam e naqueles momentos em que consulto meu email para ver se chegou algum “importante” e vejo que só aparecem os de anúncios, até me relaxo apagando uns 50 desses e nao me sinto tao entediada. O problema é que nao há muita inspiraçao. Sao sempre os mesmos. De banco, de alongadores de pênis, de relógios caríssimos, de remédios, “vem visitar minha página que te mostro um segredo”, diplomas universitários. Se vao ser chatos que sejam chatos criativos. Muda o disco!

Mas admiro mais ainda os que conseguem criar hoaxes que duram. Sao aqueles emails com historinhas sobre enriquecer facilmente, ameaças à soberania (?) brasileira sobre a Amazônia, golpes “boa noite cinderela”, gente doente, sequestrada, enganada, que manda enviar vários emails, etc. etc. É preciso ser engenhoso para criar ou pegar emprestadas umas histórias para emocionar e mexer tanto com as pessoas para fazê-las agirem em prol de quem faz o hoax. Com um tempo circulando podem desaparecer mas depois ressuscitam quando alguém resolve limpar as pastas de emails após uns 5 anos e encontra algum guardado com apelo solidário ou emocional. É fantástico, intrigante, admirável! É ou nao é?

Antes de você enviar aquele email a sua lista inteira de amigos para alertá-los sobre histórias terríveis de seqüestros ou robos, ou sobre doenças contagiosas ou adquiridas por usar certos produtos, consulte as páginas sobre hoax, como as de Hoaxbusters, RompeCadenas, Museum of Hoaxes, vsantivirus, etc.

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